II ENCONTRO DA MPB INSTRUMENTAL 

LEIAM OS DEPOIMENTOS

Itiberê e Orquestra FamíliaCURUPIRAHermeto PascoalFernando Correa QuartetoNene TrioToninho HortaVinicius Dorin QuintetoBrasília BrasilArrigo Barnabé e Paulo BragaAndré Mehmari TrioPaulo Flores e CambandaBanda SavanaIzaias e ConvidadosOrquestra Popular de CâmaraJoyceTeco Cardoso e GrupoMozar Terra e GrupoNelson Ayres e GrupoPaulo FreireBonsaiGuingaRafael dos Santos QuintetoToninho Ferragutti TrioCesar Camargo MarianoOrquestra Violões & CiaQuebrando GalhoÉpoca de OuroHeraldo do MonteBanda CurareBanda Mantiqueira

 

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BRASIL INSTRUMENTAL

Trocando os Acordes

ODE A SANTA CECÍLIA.

 Paulo Flores  

Oh dia, oh azar! Citar hienas que não riem, que lamentam na constância do seu cotidiano a infelicidade. Lamentar o esquecimento, não reconhecimento, largamento, empobrecimento, desta nossa MPB. Destes sonhos orquestrais, bandais, combais, camerais, grupais e por que não solais. Dos meandros melódicos e harmônicos que ecoam através dos tempos imemoriais. Dos memoráveis imortais, que como hienas tristes, capotam em suas tumbas, sempre que os rádios são ligados com seus sonidos medíocres. Para onde foi a nossa música? Em que rincão ecoam as harmonias intrincadas, as loucas melodias, os nobres ritmos do nosso folclore, as nossas heranças? Estão perdidas para sempre, esquecidas em algum baú da história? Já dizia, alguém, que povo sem história não é povo, é aglomerado! É preservando que se aprende, é bebendo do velho que se constrói o novo! É assim ou acabamos criando o que já foi criado. Sempre que ouvimos algo que nos agrada, à primeira orelha, é por que já conhecemos, é algo que se repete de maneira enrustida, assim como dourar a pílula, dá-se uma nova embalagem para um velho presente. Ops! Já imaginaram o Papai Noel, que bem pode ser citado aqui por também ser santa, o Santa Claus, passasse o ano pegando de volta os presentes para, com uma nova roupagem, devolve-los, cinicamente ao som de ho, ho ,hos?  Acho que aí! É aí que está a coisa, quando a coisa é coisa, e quando a coisa é arte. ARTE! Digam-me porque divulgar a arte é coisa de fundação, de elite, de ongs, de ministérios? É como se ela, arte, fosse algo distante das pessoas, como se ela, arte, não tivesse nada a ver com gente, com o povo. Como se ela, ARTE, não fosse a expressão máxima e verdadeira da cultura deste povo. Todos temos a obrigação de divulgar e consumir a arte, pois ela é a célula mater de uma sociedade. TVs, Rádios, Gravadoras, Produtoras, Editoras, Etctoras, com seus fins lucrativos, deveriam olhar para ela como um produto, produto que é! Um produto valioso! E deveriam olhar para a sociedade com mais respeito, não menosprezar a capacidade do povo, o potencial, a ânsia pelo novo e não pelo de novo. Espero, sinceramente, que eventos como este que, graças a Sta Cecília, estamos conseguindo repetir, proliferem por todo canto, sem necessidade de milagres, para que assim exortemos as tristes hienas. E como bons adeptos da Santa, não podemos deixar de abençoar quem a Santa ajuda! A Bênção, Conservatório de Tatuí! A Bênção, Secretaria e Governo do Estado de São Paulo!A Bênção, MINC, e sua Lei Rouanet! E muitas Bênçãos a Santa Petrobrás, nossa padroeira! Na terra, pois, lá em cima, com direito a todas as bênçãos, está a nossa eterna padroeira, Sua benção, Santa Cecília!